Caros amigos! Não era minha intensão rascunhar sobre a derrota do Brasil na copa da Alemanha. No entanto tenho que dizer que o faço porque doeu muito as lágrimas derramadas do meu filho Anielton (de doze anos) com a desclassificação da Seleção. Na sua inocência é difícil entender as coisas dos adultos. Eu me vi como na copa de 82. Eu tinha doze anos. Chorei muito. Mas muito, com a derrota da Seleção. Foi um choro sentido, de soluços profundos, como o do meu rebento.
Para amenizar a sua dor expliquei que ainda somos os melhores do mundo e que não importa se aqueles mercenários não honraram a Camisa Amarela, nós seremos sempre o país do futebol. Mas veio a pergunta. Pai! O que é mercenário? Digo filho meu, em verdade é aquele que age ou trabalha apenas por dinheiro. Pai! Em 82 o Brasil foi desclassificado porque também eram mercenários? Não, aquela Seleção caiu de pé. Honraram a Camisa. Dignificaram uma geração de atletas. Frutificou até a chamada democracia corinthiana. O culpado maior é o Parreira, se não acha pai? Não... Seleção como essa não precisa de técnico, é como a de 70. Técnico para que? A verdade, meu filho, é que os gringos que jogaram pela Seleção não tiveram a raça e muito menos a dignidade dos grandes do futebol brasileiro.

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