quarta-feira, dezembro 06, 2006

CARTA DE SAIDEIRA

Hoje deparei com a necessidade de escrever-te. Fazemos parte do tempo das cartas, pretendo registrar as coisas que serão passado e um eterno presente em dias futuro.

Sou um caso singular de capitão sem veleiro ou de veleiro sem mar. Observo a sua vida passando, caminhando, evoluindo. É ... o homem é um ser fantástico! Percebo suas fases. Suas verdades. Acredito até em algumas, outras fico na espera para crer.

Parece que foi ontem que te encontrei na biblioteca. O tempo passa, a vida passa e por vezes não expressamos o valor das pessoas. Deixo registrado o respeito por você.

Qualquer dia seremos um fato, um ponto. Acredito que não lhe bastará, quereis bem mais. Louvo seu desejo.

Procuro as coisas simples e descubro o quanto são difíceis e complicadas.
Simples é falar de Deus, complicado é seguir seus mandamentos. Vejo as pessoas invocarem Deus e ao final apresentarem os produtos da igreja. Tudo se resume em mercantilismo, interesse, comércio aberto no lugar de amor.

Há uma grande mentira no homem.

Eu estou cansado dessas falsas virtudes, falsos padres, falsos pastores. O amor de Cristo não é mesquinho a ponto de se resumir nessa grande mentira que invade nossos lares nesses programas de falsos profetas.

O nú da alma é uma virtude que custa muito caro, não tenho forças para bancar.

O meu querido professor Mário Kumagai sempre me afirmara que quanto mais conhecimento tivesse, mais distante da igreja ficaria. Assiste razão ao mestre.

Sei muito sobre você.
Sei nada sobre você.
Afinal, quem é você?

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