sábado, dezembro 27, 2008

SISTEMA DE COTAS E A INSTITUCIONALIZAÇÃO DO RACISMO

Tenho acompanhado as diversas discussões sobre o sistema de cotas nas universidades para os negros no Brasil. Vejo "doutores", pseudo defensores dos negros, os representantes de comunidade negra, igrejas, centro acadêmicos, políticos (oportunistas como sempre), governantes afirmando que tal política de reserva de cotas é uma forma de acelerar o ingresso do negro nas univerisidades públicas e, por fim, corrigir um distorção histórica no Brasil.

Outros afirmam que não é justo os negros, em sendo já 50% (cinquenta por cento) do total da população brasileira, continuarem à margem do ensino superior.

Todos têm lá sua razão. Não deixo de considerar. No entanto, quero fazer uma observação. É certo que estamos em um Estado democrático de direito? Bem, se assim consideramos o nosso país, devo invocar o artigo 5º da Constituição da República Federativa do Brasil, que preceitua:

Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:[...]

Vejam!!!!!!!
O texto da Lei Maior afirma que todos são iguais perante a lei!!! Não há o que discutir. É claro a supremacia do princípio de igualdade de todos nós perante a lei.

Mas há aqueles que ainda insistem em fazer "ouvidos moucos" da Constituição Federal.

Já estou cansado dessa discussão que liga o nada a lugar algum.
Primeiro, os negros não estão nas universidades públicas em maior número por conta da cor da pele, e sim pela condição econômica. Sim, é pela pobreza que são excluídos e não pela cor da pele.

Parem! A cor negra não é a barreira para o acesso às universidades. ISSO É UMA GRANDE MENTIRA!!!!

Basta um olhar atento aos alunos que ingressam nas universidades públicas para se constatar que a absoluta maioria são oriundos de escolas particulares. As escolas públicas margeiam o ostracismo.

Aos pobres, ensino superior particular de péssima qualidade. Aos abastados economicamente, ensino superior público e de boa qualidade.

É assim que é feito a seleção. É pela veia econômica e não pela cor da pele.

Às marionetes desses falsos profetas da inclusão social eu digo com toda força de meus pulmões:

MINHA RAÇA É HUMANA! MINHA COR É BRASILEIRA! O RESTO É CONVERSA FIADA.

2 comentários:

Anônimo disse...

Muito informativo , é um fato muito bom para ser abordado. nota 10

Anônimo disse...

Concordo. Realmente, os negros não estão inclusos no ensino superior pela raça, e sim pela condição economica. Tanto que o preconceito racial é ridículo... Vista um negro com roupas de grife e o coloque em um conversível do ano. Há! Quero ver o "preconceito" aparecer!