MESA DE BAR
Lembro-me do meu tempo de acadêmico.
Aula, aula e aula. Depois, o bar.
Colegas diversos, de diversos cursos.
Colegas cultos. Cultura geral.
O ambiente agradável.
Aprendi muito, muito mesmo.
Conhecimentos que jamais imaginava;
em um banco, em uma cadeira, de um bar.
Desopilação total;
conhecimento pelo prazer de conhecer.
O sentimento de se estar à vontade.
Tensão..., nenhuma.
Nada de medos, nada de reprimendas.
Em uma mesa de bar se viajava o mundo,
resolvia-se os problemas do Brasil;
em um banco, em uma mesa de bar.
Do futebol à literatura, aprendia-se.
Aprendia-se sem dificuldades.
Em uma mesa de bar nos sentimos à vontade.
Deixamos a mente vagar. Fugimos do comum.
Uma mesa de bar: assim pretendo minha sala de aula.
Deixar alunos à vontade,
exteriorizar suas idéias mais íntimas.
Deixar fluir o gosto pela não imposição de idéias,
de normas castradoras; de temor.
Exigir conhecimento sim; impor terror nunca.
A sala de aula deve ser um local de prazer,
não de receios.
Em uma mesa de bar se aprende muito mais
do que em uma tradicional sala de aula.
(Hugo Thamir Rodrigues)
Dedico este trabalho:
À minha eterna professora Célia Terezinha, pela mesa de bar que sempre foi sua aula. Nela reside a minha inspiração em querer uma revolução na educação e depois uma revolução pela educação.
(Novembro de 2001)
*dedicatória do meu trabalho de conclusão de curso de Direito na Unigran.

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