Mesa de bar, assim pretendo minhas aulas!
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MESA DE BAR
Hugo Thamir Rodrigues [1]
Lembro-me de meu tempo de acadêmico.
Aula, aula e aula. Depois, o bar.
Colegas diversos, de diversos cursos.
Colegas cultos. Cultura geral.
O ambiente agradável.
Aprendi muito, muito mesmo.
Conhecimentos que jamais imaginava;
em um banco, em uma cadeira, de um bar.
Desopilação total;
conhecimento pelo prazer de conhecer.
O sentimento de se estar à vontade.
Tensão..., nenhuma.
Nada de medos, nada de reprimendas.
Em uma mesa de bar se viajava o mundo,
resolviam-se os problemas do Brasil;
em um banco, em uma mesa de bar.
Do futebol à literatura, aprendia-se.
Aprendia-se sem dificuldades.
Em uma mesa de bar nos sentimos à vontade.
Deixamos a mente vagar. Fugimos do comum.
Uma mesa de bar: assim pretendo minha sala de aula.
Deixar alunos à vontade,
exteriorizar suas idéias mais íntimas.
Deixar fluir o gosto pela não imposição de ideais,
de normas castradoras; do temor.
Exigir conhecimento sim; impor terror nunca.
A sala de aula deve ser local de prazer,
não de receios.
Em uma mesa de bar se aprende muito mais
do que em uma tradicional sala de aula.
[1] Reflexões sobre
o ensino jurídico. Santa Cruz do Sul: FISC, 1989.

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